Azáfama
Um turbilhão de ideias em pouco tempoArquivo para Julho 13, 2008
Brincos, a saga
Acho que uma das primeiras coisas que uma mãe pensa, embaixo de todo aquele gel do ultra-som, quando sabe que terá uma filha, é no jeito que irá arrumá-la: babados, macacões, laços no nãocabelo e… Lindos brinquinhos nas orelhas.
Esse foi o pensamento da minha mãe, até que em um fatídico dia ela quase desmaiou quando saiu uma bola de pus das minhas orelhas.
Desde então eu soube que era superultramegaalérgica a qualquer tipo de coisa que passassem na minha orelha. Não adiantou nebacetin, esmalte no brinco ou reza braba, nem ouro eu poderia usar.
Enquanto era criança, tudo bem. Eu só queria saber das minhas barbies e mal ligava pra que roupa colocavam em mim. Mas logo que chegou a peruíce, os brinquinhos dados no aniversário começaram a pesar na consciência. Mas Deus me livre furar as orelhas novamente!
Até que, há mais ou menos 30 dias, eu resolvi furá-las numa farmácia com aço cirúrgico, que dizem que é hipoalergênico. Anti-séptico pra lá e pra cá, e cá estou eu… Usando até bijuterias nas orelhas, com muita base de unhas, é claro :) Apesar dumas bolotas que criaram numa orelha e duma infecção que deu uma hora (mas que o Leo conseguiu drenar em uma demonstração hábil de conhecimentos enfermísticos), não dói nada, não coça nem arde. Acho que a maldição acabou!
Então, pessoas alérgicas, tentem fazer como eu: esperem o furo fechar, furem com aço cirúrgico, fiquem 30 dias com brinquinhos de bebê e se jogem nas bijuterias com esmalte! \o/