Azáfama
Um turbilhão de ideias em pouco tempoArquivo para Outubro, 2008
Adeus, fígado… Alheio
Um assunto predomina entre as mesas do bar do cursinho – há sempre alguém (normalmente guria) contando de sua última façanha do final de semana: quantos litros de cerveja, vodca, uísque (…) bebeu.
Eu nunca consigo participar dessas discussões. Simplesmente porque eu nunca fiquei bêbada e não acho graça nenhuma nisso. Aliás, acho que bêbados são fiasquentos e muito chatos de se lidar.
Mal e mal tomo um gole de vinho, e isso porque eu acho saboroso, não pelo teor de álcool que possa ter pra me deixar vermelha/alegrinha/feliz. Aliás, beber para ficar feliz é deprimente. Tem gente que só consegue se “soltar” ou “relaxar” ficando bêbado até cair, e acha isso muito lindo e correto. Depois vomita, morre de ressaca e nem lembra do que fez. Só as pessoas que assistiram e que mantiveram certa sobriedade na festa sabem, o que não é, digamos, algo muito honroso/legal. Sem contar que não dá pra aturar tuntz tuntz o tempo todo e aquelas luzes faiscantes sem ficar high.
Não me entendam mal. Nenhum preconceito com quem gosta de fazer isso, até porque ser abstêmio hoje em dia é considerado um pecado. Pessoas olham pra ti boquiabertas e te excluem da roda de ex-bebuns. Simplesmente não vejo sentido nesse hábito que não agrada nem à pessoa no dia seguinte, nem aos amigos na hora e nem ao seu fígado a longo prazo. Mas como diria uma pré-adolescente de 11 anos, “todo mundo tá fazendo isso!”
Como o mundo seria melhor se…
- As pessoas buzinassem somente quando necessário;
- Existisse a “pílula instantânea do cabelo bom”;
- Todos os professores fossem realmente capacitados na área de ensinar;
- Não-fumantes não tivessem que fumar junto com fumantes;
- As garotas fossem menos dissimuladas e tivessem a mesma sinceridade crua dos garotos;
- Os motoqueiros não ultrapassassem o sinal vermelho;
- O Lula contasse menos vantagem e efetivamente fizesse algo para salvar nosso país de uma possível crise econômica;
- O estúpido Bush não tivesse sucessores;
- A Justiça fosse justa;
- A burocracia irracional fosse extinta;
- Não existisse menstruação, cólicas ou TPM;
- Pizza, hambúrguer, fondue e chocolate constituíssem uma alimentação equilibrada;
- Todos pudéssemos morar em cidades arborizadas, coloridas e plenamente seguras, com parques limpos e agradáveis e inúmeras opções de lazer cultural acessível a todos;
- Políticos cumprissem o que prometem;
- As afrontas à natureza, já tão desgastada, tivessem um fim;
- Todos tivessem a ingênua visão de mundo das crianças.




